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Caixa de Pandora - Oposição promete pressionar

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Jornal de Brasília

Líder do PT diz que é preciso começar a fazer logo as oitivas da CPI da Codeplan

Obloco de oposição na Câmara Legislativa, liderado pelo PT, vai pressionar nesta semana pela recomposição da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Codeplan, que investiga suposto esquema de formação de caixa dois no GDF, que tem reunião agendada para amanhã.

O líder do PT na Câmara e único representante da oposição na CPI, Paulo Tadeu, disse que também vai se candidatar à presidência da CPI, cargo que está vago desde a saída de Alírio Neto (PPS) da comissão. "Eu não tenho qualquer dificuldade para presidir, justamente pela intenção de que a gente possa fazer um bom trabalho", declarou.

Ele disse que tem esperança de que o consenso pela continuidade das investigações seja mantido entre os distritais. "Veja bem, foram 22 deputados que assinaram pela criação.

Então temos que acreditar que existe acordo para que a comissão exerça o seu papel", bradou. "Não tem sentido a comissão existir e não investigar. Precisamos começar a fazer o quanto antes as oitivas". No entendimento do petista, a tarefa da CPI não é difícil, pois terá por base o inquérito da Operação Caixa de Pandora, deflagrada pela Polícia Federal em novembro passado.

A CPI está desfalcada de dois componentes. Uma das vagas ficou em aberto por conta do afastamento de Geraldo Naves (DEM). O distrital tinha sido indicado pelo PMDB para o lugar de Alírio Neto. Na última semana, ele abandonou a comissão e a Câmara Legislativa, com a volta de Raad Massouh (DEM), que deve tomar posse do mandato hoje.

A outra lacuna na CPI abriu-se com a decisão de Eliana Pedrosa (DEM) de não tomar parte das investigações. O lugar que ela ocupava pertence ao próprio DEM.

Em janeiro, a ex-secretária de Desenvolvimento Social, ao renunciar à função, declarou que estava agindo para garantir credibilidade às investigações. "Saio da CPI observando o princípio da proporcionalidade partidária, para que haja uma composição mais justa e heterogênea, maior transparência e para que não pairem dúvidas quanto à seriedade do processo de investigação", declarou Eliana Pedrosa.

GRAMPO

Paulo Tadeu disse que os distritais vão tratar hoje do caso dos quatro policiais civis de Goiás detidos na última quarta-feira, em frente à Câmara Legislativa. Eles são acusados de tentar instalar escutas nos gabinetes dos deputados.

De acordo com o petista, a Câmara Legislativa vai enviar requerimentos à Polícia Federal, à Secretaria de Segurança Pública do DF e ao Ministério Público do DF, para cobrar celeridade na apuração do episódio. Os suspeitos foram levados à Divisão Especial de Combate ao Crime Organizado (DECO) da Polícia Civil. Após prestarem depoimento, foram liberados na noite da mesma quarta-feira.

SAIBA +

Na última quinta-feira, a Câmara Legislativa elegeu os presidentes das comissões permanentes. A de Economia, Orçamento e Finanças ficou com Cristiano Araújo (PTB).

Para Assuntos Sociais, a escolhida foi Erika Kokay (PT). Chico Leite (PT) passa a chefiar a de Defesa do Consumidor.

Bispo Renato (PR) foi eleito presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, Cidadania, Ética e Decoro Parlamentar. Eurides Brito (PMDB) foi escolhida para a Comissão de Educação e Saúde e Paulo Tadeu (PT) para Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia.

Lima quer retomar votações

O recém eleito presidente da Câmara Legislativa, Wilson Lima (PR), quer retomar a votação de projetos no plenário esta semana.

Desde que veio à tona a Operação Caixa de Pandora, a Casa praticamente deixou de apreciar matérias, pois foi absorvida pelos impactos das denúncias.

Ontem, a assessoria de imprensa da presidência divulgou que a estratégia é buscar um diálogo entre os membros da base aliada e da oposição para retomar as atividades regulares. A previsão é que seja feita uma reunião entre os dois grupos para definir uma pauta consensual de projetos considerados prioritários. A expectativa é que o encontro ocorra amanhã.

O líder do PT, Paulo Tadeu disse que em princípio não vê obstáculos para que sejam retomados os trabalhos em plenário, embora a prioridade da sua bancada seja investir nas investigações. "A meu ver, uma coisa não inviabiliza a outra".

"A presidência está no seu papel. De certa maneira, está dizendo que agora que a CPI está criada e que foi composta a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), podemos retomar os trabalhos e discutir projetos", analisou.

Apesar das intenções de Wilson Lima, a Câmara Legislativa tem várias pendências a serem equacionadas. Uma delas é a eleição do novo corregedor da casa. O distrital Raimundo Ribeiro (PSDB) exerce o cargo provisoriamente, depois que Brunelli (PSC) foi considerado impedido por ser um dos deputados citados no inquérito da Polícia Federal.

A missão de Raimundo Ribeiro vai se encerrar assim que ele emitir os pareceres dos processos de quebra de decoro parlamentar de nove distritais, oito citados na Operação Caixa de Pandora e mais Cabo Patrício (PT). O petista é acusado de ter beneficiado uma empresa da cidade, que tem como funcionário o filho de Prudente, assinando um projeto sobre recolhimento de lixo. (SRL)

 

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